Categoría: Comunicados

  • Declaración Grupo de Puebla | A Amazônia é Nosso Futuro Comum

    O brutal retrocesso ambiental que se observa no Brasil com a chegada de Bolsonaro ao poder, cuja face dramática é a atual devastação da Amazônia por vastos e criminosos incêndios, constitui-se em agressão inominável a um patrimônio inestimável daquele país e à sua soberania nacional, bem como compromete o futuro das jovens gerações de brasileiros e não-brasileiros.

    Com efeito, mesmo antes de chegar ao poder, Bolsonaro deu declarações demonstrando sua clara intenção de promover retrocessos substanciais na agenda ambiental do Brasil. Prometeu não dar mais um “centímetro de terras para índios e quilombolas” e afirmou que a Amazônia tinha de ser explorada comercialmente, com o auxílio dos EUA.

    Ademais, ele e seu chanceler pré-iluminista, emulando o governo Trump, colocaram seguidamente em dúvida o aquecimento global, apesar das sólidas evidências científicas disponíveis, e ameaçaram até retirar o Brasil do Acordo de Paris.

    Nesse sentido, a agenda antiambiental do governo Bolsonaro é manifestação clara de submissão geopolítica à agenda regressiva do governo Trump e embute o desejo evidente de entregar o imenso patrimônio fitogenético, zoogenético e mineral do Brasil à sanha predatória de empresas estrangeiras, em detrimento do uso soberano e sustentável de seus vastos recursos ambientais e dos direitos dos povos originários à preservação de suas culturas e da população em geral a um meio ambiente equilibrado.

    Esse antiambientalismo pré-científico, irracional e entreguista do governo Bolsonaro contrapõe-se aos grandes avanços civilizatórios feitos nessa área em governos brasileiros anteriores, particularmente os de Lula e Dilma.

    Naqueles governos, com o estabelecimento da Política Nacional sobre Mudança de Clima, foram ampliadas consideravelmente as áreas de proteção ambiental e reduzidos substancialmente os níveis de desmatamento, especialmente na Amazônia.

    Os resultados foram dramáticos. Em 2012, no governo Dilma, o Brasil teve o menor índice de desmatamento de sua história documentada. A redução do desmatamento no Brasil chegou a 76,27%, em relação aos níveis praticados até o início deste século. Em consequência, as emissões de CO² despencaram de 3,453 bilhões de toneladas, em 2004, para 1,368 bilhão de toneladas, em 2015, último ano do governo do Partido dos Trabalhadores.

    Esses avanços internos, entre muitos outros, permitiram uma notável mudança de posição do Brasil no cenário internacional. Dessa forma, nas Conferências da ONU sobre Mudanças Climáticas (Rio +20 e COP 15), o Brasil saiu de uma posição histórica eminentemente defensiva e levou na bagagem propostas concretas: uma Política Nacional sobre Mudança do Clima, um Fundo para financiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e, mais importante ainda, o compromisso de redução de 36,1% a 38,9% das emissões de gases de efeito-estufa, juntamente com o compromisso de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%, meta que já havia sido praticamente alcançada em 2012.

    O Brasil tornou-se, assim, de forma consentânea aos seus interesses nacionais, um dos líderes globais na luta contra o efeito-estufa e os desequilíbrios ambientais. Os demais países da América Latina, também se somaram a esse esforço.

    Agora, no governo Bolsonaro, o Brasil tornou-se vilão ambiental que atenta contra seus próprios interesses, sua soberania e contra os anseios da humanidade. De solução, o Brasil virou um grande problema.

    A senha para a catástrofe ambiental que hoje se desenvolve principalmente na Amazônia, com aumento descontrolado de 67% nas áreas incendiadas, foi dada pelas atitudes hostis do novo governo, em relação ao meio ambiente e aos direitos dos povos originários.

    Com efeito, em poucos meses, o governo Bolsonaro:

    1. enfraqueceu o Ministério do Meio Ambiente, deslocando a Agência Nacional de Águas para o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura;
    2. anunciou a revisão de todas 334 Unidades de Conservação brasileiras, ameaçando-as de redução ou extinção;
    3. colocou um freio na fiscalização ambiental, o que provocou uma queda de 34% no número de multas aplicadas pelo Ibama;
    4. iniciou o desmantelamento da Política Climática, com seguidas declarações contra essa política global, inclusive do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que define o tema como «acadêmico» e «não prioritário»;
    5. atacou o Fundo Amazônia e seus principais financiadores, como Alemanha e Noruega, recorrendo, inclusive, a acusações falsas;
    6. atacou e enfraqueceu os órgãos de controle ambiental, em especial o Ibama e o ICMBio, bem como questionou os dados de monitoramento do INPE, o que resultou na demissão de seu responsável;
    7. tentou esvaziar a Funai, deslocando a função de demarcar terras indígenas para o Ministério da Agricultura; e
    8. recusou-se a sediar a COP-25.

     

    Ao contrário do que diz o governo de Bolsonaro, isso não é uma agenda de proteção da soberania; isso é uma agenda de promoção de vilania econômica, social e ambiental.

    O Brasil, que tem 20% da biodiversidade internacional e 13% da água doce do planeta, a maior potência ambiental do mundo, deseja preservar e ampliar seus compromissos ambientais, de forma a contribuir decisivamente para impedir que as mudanças climáticas cheguem ao ponto de não-retorno, o que afetará, por igual, a vida dos brasileiros e dos demais povos da Terra.

    Bolsonaro e sua loucura predatória não representam o Brasil e os demais países da América Latina.

    Em nosso entendimento, a melhor forma de assegurar a soberania do Brasil, especialmente na região amazônica, é promover a exploração sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais. Nossa geração e as futuras gerações auferirão de muito mais renda e poderão contar com mais e melhores empregos, mediante essa estratégia sensata e moderna.

    Esse é caminho racional, justo e soberano do Brasil, da América Latina e do mundo. Os demais países da Bacia Amazônica, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname, entendem que esse é o caminho para cuidar bem desse jardim que compartilham com o Brasil.

    Já o descaminho piromaníaco que Bolsonaro propõe significará, para o Brasil, isolamento diplomático, retaliações comerciais, pobreza, escassez, sofrimento para os povos originários e para a população mais pobre, bem como erosão da sua soberania sobre a Amazônia e seus recursos naturais. Um descaminho que envergonha aquele país perante o mundo.

    Para o planeta, a insanidade ambiental de Bolsonaro, que mente sobre seu respeito aos compromissos assumidos, é uma ameaça global que precisa ser contida. Compreende-se, portanto, as iniciativas de tratar o tema, como a realizada pelo G7.

    Bolsonaro não está apenas colocando fogo na Amazônia, está queimando a soberania do Brasil, a soberania dos demais países da Bacia Amazônica e o futuro de toda a humanidade.

    Fernando Haddad, ex ministro de Educación y ex candidato presidencial, Brasil.

    José Luis Rodríguez Zapatero, ex Presidente, España

    Rafael Correa, ex Presidente, Ecuador

    Cuauhtémoc Cárdenas, ex candidato presidencial y fundador del PRD, México.

    Karol Cariola, diputada, Chile.

    Leonel Fernández, ex Presidente, República Dominicana.

    Julián Andrés Domínguez, ex Diputado y ex Ministro, Argentina.

    Miguel Barbosa Huerta, Gobernador de Puebla, México.

    José Miguel Insulza, ex Secretario General OEA, actual senador, Chile.

    Camilo Lagos, presidente Partido Progresista de Chile.

    Guillaume Long, ex Canciller, Ecuador.

    Clara López Obregón, ex Ministra del Trabajo y ex Candidata Presidencial, Colombia

    Esperanza Martinez, ex Ministra de Salud, actual senadora, Paraguay.

    Daniel Martínez Villamil, ex ministro y senador, actual candidato presidencial, Uruguay.

    Aloizio Mercadante Oliva, ex ministro de Educación y ex Jefe Gabinete Presidencial, Brasil.

    Alejandro Navarro, senador, Chile.

    Carlos Ominami, ex ministro de Economía y ex Senador, Chile.

    Yeidckol Polevnsky, Presidenta de Morena, México.

    Gabriela Rivadeneira, Asambleísta Nacional, Ecuador.

    Ernesto Samper, ex Presidente, Colombia.

    Felipe Carlos Solá, diputado nacional, Argentina.

    Carlos Sotelo García, ex Senador, México.

    Jorge Enrique Taiana, ex Canciller, Argentina.

    Carlos Alfonso Tomada, ex Ministro del Trabajo, actual Legislador Federal, Argentina.

    Beatriz Paredes, senadora, México.

    Celso Amorim, ex canciller, Brasil.

    Carol Proner, jurista, Brasil.

    Marco Enríquez-Ominami, ex Candidato Presidencial, Chile.

  • Declaración ProgresivaMente de apoyo a Fernando Haddad

    El Grupo Progresivamente de Puebla, instancia que agrupa a líderes políticos, hombres y mujeres progresistas de una serie de países latinoamericanos, manifestamos nuestra profunda indignación y rechazo ante un nuevo caso de judicialización de la política en Brasil. La reciente condena a Fernando Haddad por supuesto financiamiento ilegal de la campaña municipal de 2012 en la que resultó electo alcalde de Sao Paulo, sitúa una vez más a este país como el máximo exponente del lawfare en el continente.

    La seguidilla de persecuciones llevadas a cabo a lo largo de los últimos años contra los dirigentes, líderes y candidatos del Partido de los Trabajadores siguen una idéntica línea argumental que no busca más que eliminar a través de la justicia a líderes y lideresas que amenazan el poder de uno de los más nefastos presidentes que conozca la historia de Brasil.

    La justicia brasileña ha dado durante los últimos años sobradas muestras de parcialidad y persecución sobre determinados sectores políticos. El caso del actual ministro de Justicia y exjuez Sergio Moro –cuyas conversaciones reveladas dieron la vuelta al mundo– es probablemente uno de los ejemplos más claros del ánimo que mueve a determinados jueces y fiscales brasileños, y del que en este momento es víctima Fernando Haddad, otrora rival de Jair Bolsonaro en las más recientes elecciones presidenciales.

    Este tipo de guerra jurídica o lawfare, ampliamente analizado y debatido durante el foro llevado a cabo en Puebla, ha elaborado múltiples formas del uso indebido de herramientas jurídicas orientadas a la persecución política y a la utilización de la ley como un arma para destruir al adversario por la vía judicial. Para ser exitosa, la estrategia, que tiene por finalidad desacreditar y sacar del juego político al adversario, requiere de la articulación con los medios de comunicación y las redes sociales, donde se difunden contenidos desfavorables o favorables, según el caso, a determinadas personalidades, grupos o sectores políticos.

    Es a través de estás herramientas que se elabora una matriz de opinión que favorece a unos y perjudica a otros, todo ello basado en hechos e informaciones de contenido jurídico, enmarcadas en la lucha contra la corrupción que ha adquirido necesaria relevancia en todos nuestros países. La oportunidad para saber cuándo los hechos y pruebas exhibidas son certeras o no se enfrenta a los tiempos judiciales que son bastante más prolongados que las exigencias de la contienda política. Este hecho hace de la guerra jurídica un arma letal en el debate político.

    La guerra jurídica es hoy una de las amenazas más serias a la institucionalidad democrática regional. Para coordinar una estrategia efectiva frente a este fenómeno, el Grupo de Puebla decidió constituir el Comité Latinoamericano por la Defensa de la Justicia y la Democracia integrado por figuras de la región. Dicho comité diseñará acciones concretas para denunciar los casos de persecución jurídica contra exjefes de Estado y líderes progresistas en Brasil, Ecuador, Argentina, Colombia y otros países latinoamericanos y busca convertirse en un referente ético en la defensa de la democracia.

    Ante esta nueva embestida del tristemente célebre sistema judicial brasileño, el Grupo de Puebla realiza un llamado a los diversos organismos internacionales y gobierno democráticos a mirar con atención estos últimos sucesos ocurridos en este país y a condenar de manera enérgica los abusos llevados a cabo por el gobierno de Jair Bolsonaro.

    Grupo de Puebla, 21 agosto de 2019

  • Declaración de Puebla

    1. (Objetivo) Los y las firmantes, reunidos en la Ciudad de Puebla-México; decidimos constituir el Grupo Progresista Latinoamericano, como un espacio de reflexión y de intercambio político en Latinoamérica. Un espacio que, respetando las preferencias partidarias de cada participante, tiene como objetivo analizar los desafíos comunes y de trazar iniciativas conjuntas, en pos del desarrollo integral de nuestros pueblos.

    2. (Contexto) Nuestra región experimenta una nueva ola de gobiernos neoliberales, que insisten en promover los intereses y privilegios de una elite socioeconómica, a costillas del desarrollo de nuestros pueblos, frustrando sus posibilidades de desarrollo y bienestar social, a la vez que debilita nuestra soberanía, nuestras instituciones democráticas, el estado de derecho, la vigencia de los derechos humanos y el ambiente.

    3.(Contexto) La preocupación es aún mayor cuando se observan burdas formas de intervención judicial, mediante la deliberada manipulación de procedimientos legales, que buscan silenciar, intimidar o directamente restringir la libertad de las y los representantes populares. En definitiva, buscan la construcción de una hegemonía política a través de la exclusión de las fuerzas progresistas.

    4.(Contexto) La hegemonía comunicacional ejercida por parte de las derechas, que contraponen la búsqueda de la igualdad con la legítima aspiración al crecimiento, han permitido la instalación de ideas y relatos que estimulan el individualismo, el miedo a la diversidad y a la ampliación de derechos. A lo anterior, se suma la permanente demonización de los proyectos, las organizaciones sociales y las políticas de transformación progresista, amplificando sus errores y abiertamente desinformando en cuanto a sus logros y avances.

    5. (Contexto) Las nuevas tecnologías, que ofrecen un gran potencial para el crecimiento económico, la prosperidad y la sostenibilidad medioambiental, y que hace unos años se presentaban como aliadas de los movimientos populares progresistas para reclamar derechos y en contra de las políticas neoliberales, actualmente son controladas por monopolios que amplifican los riesgos en materia de desempleo, precarización, desigualdad y generan nuevas inquietudes en términos éticos y morales.

    6. (Propuesta) Ante esta situación, invitamos a las y los progresistas a construir un nuevo proyecto común que, aprendiendo de nuestros errores y recuperando nuestra vocación de mayorías y de gobierno, nos permita devolverles a nuestros pueblos la esperanza de una sociedad más justa, más solidaria, más igualitaria. Proponemos diseñar una nueva mirada, que se ajuste a los nuevos tiempos y convoque a todos los sectores de la sociedad a cuestionar el orden imperante, denunciando los intereses de la derecha, laboralizando la política a través de nuevos vínculos entre el mundo del trabajo y nuestros debates, y promoviendo las nuevas expresiones de organización social y ciudadana, que buscan la igualdad de los derechos entre hombres y mujeres, la protección del medio ambiente, la inclusión y respeto de las diversidades, una mayor transparencia y la participación de la ciudadanía en la toma de decisiones.

    7. (Principios de Acción) Por ello, las y los firmantes impulsaremos iniciativas conjuntas, que sienten las bases que permitan: lograr erradicar el hambre, garantizando una alimentación nutritiva, base para el desarrollo cognitivo e integral de las personas; garantizar una educación y salud pública de calidad junto con el acceso a una vivienda digna como pilares del desarrollo social; impulsar un modelo económico de crecimiento con inclusión, que supere el modelo primario agroexportador de bajo valor agregado; defender el trabajo en un escenario de disputa contra-hegemónica, reforzando y protegiendo nuestro tejido social; democratizar el acceso a la innovación y la tecnología, para que pequeñas y medianas empresas también puedan participar en la nueva economía del conocimiento; abordar de forma integral la situación energética de la región, con acceso universal a servicios energéticos de manera sostenible; y diseñar iniciativas efectivas para acabar con el narcotráfico, brindando seguridad y protección a la ciudadanía con políticas que promuevan la integración y la convivencia como base para la paz social.

    8. (Metodología) En cuanto a la metodología para la acción conjunta proponemos: la firma de esta declaración que integra las principales líneas estratégicas que guiarán la actuación de este Grupo; el establecimiento de un mecanismo de solidaridad horizontal, de cara a los embates jurídicos, políticos o económicos que amenazan con la estabilidad de nuestros gobiernos o la dignidad y libertad de nuestros dirigentes; la creación de un espacio digital que, sumado a los encuentros presenciales, nos permita conectarnos, actualizar la información y promover el diálogo entre diversos actores sociales de manera continuada; y la creación de espacios que analicen y asesoren al grupo sobre temas específicos como la ya creada Comisión por la Justicia y la Democracia, conformada por juristas latinoamericanos para enfrentar las embestidas de la guerra judicial.

    9. (Mandato) Mandatamos a la Secretaría Permanente de este Grupo Progresista Latinoamericano a coordinar encuentros dinámicos cada 3-6 meses que reúnan personalidades del campo nacional y popular de diversos ámbitos, para dar respuesta a problemas concretos y seguir contribuyendo a un nuevo compromiso progresista. Proponemos celebrar el próximo encuentro del Grupo Progresista Latinoamericano en los próximos meses en una ciudad a definir.

    10. Por último, celebramos el triunfo de Andrés Manuel López Obrador y Morena en México y alentamos el triunfo de los liderazgos populares de Daniel Martínez, Evo Morales y Alberto Fernández en las próximas elecciones en Uruguay, Bolivia y Argentina respectivamente.

     

    Firmado, en la ciudad de Puebla, a los 14 días del mes de Julio de 2019

    Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano

    Karol Aída Cariola Oliva

    Julián Andrés Domínguez

    Marco Enríquez-Ominami

    Carlos Figueroa Ibarra

    Fernando Haddad

    Miguel Barbosa Huerta

    José Miguel Insulza Salinas

    Camilo Lagos

    Guillaume Long

    Clara Eugenia López Obregón

    Esperanza Martinez

    Daniel Carlos Martínez Villamil

    David Méndez Márquez

    Aloizio Mercadante Oliva

    Alejandro Navarro Brain

    René Ortiz

    Carlos Octavio Ominami Pascual

    Yeidckol Polevnsky Gurwitz

    Gabriela Alejandra Rivadeneira Burbano

    Ernesto Samper Pizano

    Felipe Carlos Solá

    Carlos Sotelo García

    Jorge Enrique Taiana

    Carlos Alfonso Tomada

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  • Declaración Conjunta sobre la necesidad de responder ante la guerra judicial o “Lawfare”

    La guerra jurídica que se ha desatado en años recientes contra dirigentes progresistas de América Latina es una forma inédita y agresiva de reemplazar las armas militares por la manipulación de recursos legales.

    Es caso más emblemático de esta ruptura del Estado de Derecho es el proceso seguido al ex presidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. Los jueces e investigadores de su caso, en punible connivencia, como quedó demostrado en la reciente revelación de conversaciones publicadas en el portal “The Intercept”, han violado sistemáticamente las garantías del expresidente a un debido proceso como la presunción de inocencia, el principio del juez natural, el derecho a las instancias, la libre controversia de la prueba y la posibilidad de defenderse en la intimidad.

    Asimismo, las condiciones de aislamiento en que se encuentra Lula en este momento no se compadecen con la dignidad y el respeto que se merece una persona que derrotó la pobreza de su país, encaminó la economía por el camino de la competitividad, y puso a Brasil en los escenarios regionales y globales de mayor importancia estratégica.

    Tratándose de una seria amenaza contra la democracia regional y el Estado de Derecho los dirigentes asistentes al Primer Encuentro del Grupo Latinoamericano Progresivamente celebrado en la ciudad de Puebla, México, hemos decidido constituir el Comité Latinoamericano por la Defensa de la Justicia y la Democracia integrado por figuras de la región para enfrentar la guerra jurídica que hoy aparece como una de las más serias amenazas a la institucionalidad democrática regional. Dicho comité diseñará acciones concretas para denunciar los casos de persecución jurídica contra exjefes y jefas de Estado y líderes progresistas en Brasil, Ecuador, Argentina, Colombia y otros países latinoamericanos. En los próximos días daremos a conocer los nombres de sus integrantes.

    Firmado, en la ciudad de Puebla el 14 de Julio de 2019,

    Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano

    Karol Aída Cariola Oliva

    Julián Andrés Domínguez

    Marco Enríquez-Ominami

    Carlos Figueroa Ibarra

    Fernando Haddad

    Miguel Barbosa Huerta

    José Miguel Insulza Salinas

    Camilo Lagos

    Guillaume Long

    Clara Eugenia López Obregón

    Esperanza Martinez

    Daniel Carlos Martínez Villamil

    David Méndez Márquez

    Aloizio Mercadante Oliva

    Alejandro Navarro Brain

    René Ortiz

    Carlos Octavio Ominami Pascual

    Yeidckol Polevnsky Gurwitz

    Gabriela Alejandra Rivadeneira Burbano

    Ernesto Samper Pizano

    Felipe Carlos Solá

    Carlos Sotelo García

    Jorge Enrique Taiana

    Carlos Alfonso Tomada

    Carol PronerThroughout the early 1920s, essay writing services nativist sentiment prompted attempts not just https://writemypaper4me.org/ to control the content of private education, but to wipe it out

  • Declaración Conjunta sobre la necesidad de promover el diálogo en Venezuela

    GRUPO PROGRESISTA LATINOAMERICANO PUEBLA 2019

    Declaración Conjunta sobre la necesidad de promover el diálogo en Venezuela

    Nosotros, los participantes del Grupo Progresista Latinoamericano “Progresivamente”, reunidos en la ciudad de Puebla, México a los 14 días del mes de julio del año 2019;

    Sostenemos la importancia de lograr una solución pacífica al grave conflicto político, económico y social por el que está atravesando el Pueblo de Venezuela;

    Respaldamos el deseo y la voluntad de los países de México y Uruguay representados por sus respectivos gobiernos de fomentar el diálogo como vía para la solución al conflicto;

    Aplaudimos el diálogo abierto en Noruega, y la disposición tanto del gobierno como de la oposición, por continuar acercando posiciones en Barbados.

    Rechazamos cualquier intento de uso de la fuerza que socave el principio de solución pacífica de las controversias.

    Por todo ello, el grupo reunido en Puebla declara su solidaridad con el pueblo venezolano y apoya la promoción del diálogo en el país.

    Firmado, en la ciudad de Puebla el 14 de Julio de 2019,

     

    Cuauhtémoc Cárdenas Solórzano

    Karol Aída Cariola Oliva

    Julián Andrés Domínguez

    Marco Enríquez-Ominami

    Carlos Figueroa Ibarra

    Fernando Haddad

    Miguel Barbosa Huerta

    José Miguel Insulza Salinas

    Camilo Lagos

    Guillaume Long

    Clara Eugenia López Obregón

    Esperanza Martinez

    Daniel Carlos Martínez Villamil

    David Méndez Márquez

    Aloizio Mercadante Oliva

    Alejandro Navarro Brain

    René Ortiz

    Carlos Octavio Ominami Pascual

    Yeidckol Polevnsky Gurwitz

    Gabriela Alejandra Rivadeneira Burbano

    Ernesto Samper Pizano

    Felipe Carlos Solá

    Carlos Sotelo García

    Jorge Enrique Taiana

    Carlos Alfonso Tomada

    Carol Proner